Estatuto Social

Unicef pede acesso imediato e seguro para ajudas a crianças na Síria

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Nova York (RV) - “Enquanto prossegue o compromisso a dar aplicação total a uma trégua do conflito na Síria, renovamos o apelo a um acesso imediato, incondicionado e seguro para que se possa chegar às crianças e famílias que ainda se encontram sem receber ajudas humanitárias no país.”

É o que pede o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em declaração conjunta com outras agências da Onu. Segundo o comunicado, hoje na Síria existem quinze áreas sob assédio, nas quais mais de 700 mil pessoas, entre estas se estimam 300 mil crianças, se encontram ainda sem saída em meio aos confrontos no país do Oriente Médio.

Cerca de cinco milhões de pessoas, das quais mais de dois milhões de crianças, vivem em áreas de difícil acesso das ajudas humanitárias devido aos confrontos, a insegurança e o acesso restrito.

Em toda a Síria, as pessoas continuam sofrendo enquanto desprovidas de meios de base de sustentação – e enquanto continuamente correm risco de ser expostas a violências.

“Nós – e conosco entendemos o mundo – não devemos permanecer em silêncio enquanto as partes em conflito continuam utilizando como instrumentos de guerra a negociação de alimento, água, fornecimentos médicos e de outras formas de ajuda”, exorta ainda a declaração.

“As crianças são expostas a riscos sempre maiores de sofrer desnutrição, desidratação, diarreia, doenças infecciosas e feridas – lê-se na declaração. Muitas delas precisam de auxílio porque sofreram eventos traumáticos, violências e outras violações. Tragicamente, muitas crianças, em suas jovens vidas, conheceram pouco que não fosse conflito e privações.”

Os horrores do assédio oriental em Aleppo desapareceram da atenção pública – mas não devemos deixar que as necessidades, as vidas e o futuro dos sírios despareçam da consciência do mundo, enfatiza o Unicef.

“Não devemos permitir que em 2017 se repitam na Síria as tragédias já verificadas em 2016”, conclui a declaração do Fundo das Nações Unidas para a Infância. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano