Estatuto Social

Papa: renovemos o compromisso por um mundo sem minas

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Cidade do Vaticano (RV) - Celebra-se, nesta terça-feira (04/04), o Dia Mundial contra as minas terrestres.

“Hoje é o Dia Mundial contra as minas terrestres. Por favor, renovemos o compromisso por um mundo sem minas!”, tuitou o Papa Francisco por ocasião desse dia. Segundo o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, nos últimos 20 anos, a organização e parceiros retiraram explosivos de vastas áreas em todo o mundo. Para ele, no mundo atual, "os conflitos estão se multiplicando e estão interligados", informa a Rádio ONU. Crianças Para Guterres, "o mais perturbador é que as partes em conflito estão vergonhosamente tendo como alvo os civis e mostrando um desrespeito flagrante pela lei humanitária internacional". O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a Campanha Internacional para Banir Minas Terrestres afirmaram que as crianças representam 20% das vítimas desses explosivos. As minas terrestres matam ou mutilam até 20 mil pessoas por ano no mundo. Segundo o chefe da ONU, os explosivos improvisados, chamados de IED na sigla em inglês, estão matando e ferindo milhares de pessoas todos os anos. Esse material está sendo colocado em residências e escolas, aterrorizando a população local. António Guterres declarou que as Nações Unidas fornecem assistência médica às vítimas e ensinam a milhões de pessoas como viver de forma segura durante e logo após o fim de um conflito. Medo de morrer Além disso, a organização treina e emprega milhares de homens e mulheres em trabalhos de ação contra as minas terrestres. Ele agradeceu o trabalho realizado por essas pessoas e pelo Grupo de Coordenação Interagências sobre Ação contra Minas. Guterres afirmou que "paz sem ação contra minas terrestres é uma paz incompleta". O secretário-geral pediu aos Estados-membros para que mantenham o assunto no topo da agenda internacional quando negociarem um acordo de paz, buscarem evitar ferimentos durante conflitos ou quando enviarem respostas humanitárias de emergência para zonas de guerra. Para o chefe da ONU, a ação contra minas terrestres estabelece a base para uma recuperação duradoura e para o desenvolvimento. Segundo ele, "ninguém deve viver com medo de morrer depois que os conflitos acabam". (MJ/Rádio ONU) Fonte: Rádio Vaticano