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OPAC alerta que EI tem capacidade para usar armas químicas

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Damasco (RV) – “As investigações realizadas no Iraque e na Síria demonstram que o Estado Islâmico tem capacidade de produzir e usar “gás mostarda” feito com substâncias de baixa qualidade e rudimentares.

Os ‘foreign fighters’ que combatem com o EI poderiam retornar aos seus países de origem, na Europa e outros continentes, e tentar fazer uso deste tipo de armas”.

O alerta é do Diretor Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), Ahmet Üzümcü, que em entrevista concedida à Agência Ansa comentou o resultado das recentes investigações.

Risco elevado

O risco de que os jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico façam uso de armas químicas “é levado à sério por muitos países e acredito que deveria ser levado à sério por todos”.

O único modo de prevenir este tipo de ataques – explicou Ahmet Üzümcü – é “fortalecer a cooperação internacional e a atividade das agências de segurança para descobrir eventuais planos de atentados”.

O diplomata turco, presente em Roma para o encontro da convenção para a proibição das armas químicas, recordou que neste contexto, “a Opac é uma plataforma para trocar informações, partilhar as ‘best practices’ e fornecer algumas recomendações”.

Caso de verificasse um atentado com armas químicas – observa – “a Organização poderia fornecer assistência para administrar as consequências de um similar ataque. Constituímos a este propósito uma missão de resposta rápida a ser empregada imediatamente para assistir aqueles Estados-membro que poderiam encontrar-se sob ataque químico”.

Encontro com o Papa Francisco em 2013

Em setembro de 2013, o Papa Francisco havia recebido Ahmet Üzümcü em audiência no Vaticano, após uma série de apelos que havia lançado nas semanas precedentes pela paz na Síria, e onde condenava o uso de armas químicas nos conflitos entre rebeldes e forças do regime de Bashar al-Assad.

O encontro com o Pontífice, no entanto, havia sido solicitado pela Opaq antes dos desdobramentos da crise síria.

Durante a reunião, os dois concordaram que "as armas químicas não devem ganhar espaço em nenhum lugar do mundo" e que "a comunidade internacional precisa continuar com seus esforços para eliminar os arsenais e garantir que nunca mais surjam".

À Opac ainda não aderiram Israel, Egito, Sudão do Sul, Myanmar e Coreia do Norte.

"Quer com a adesão da Santa Sé à convenção, quer com a audiência de hoje, foi demonstrado um forte apoio às atividades da organização", havia afirmado na ocasião o então Diretor da Sala de Imprensa da santa Sé, Padre Federico Lombardi.

(JE - L’Osservatore Romano)

Fonte: Rádio Vaticano