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Card. Filoni: testemunho de Pe. Ganni deve permencer vivo na Igreja

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Cidade do Vaticano (RV) - “Um sacerdote alegre, inteligente, que amava profundamente sua escolha de vida e um pároco generoso.

O esplêndido testemunho de fé de Pe. Ragheed é verdadeiramente tal, e deve permanecer presente na memória da Igreja. Passados dez anos de seu martírio, Pe. Ganni está vivo na memória dos parentes, dos amigos, da Igreja caldeia e de toda a Igreja católica.”

Com essas palavras, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni – que já foi núncio apostólico no Iraque e Jordânia –, recorda  a figura de Pe. Ragheed Aziz Ganni, membro da Arquidiocese caldeia de Mosul (norte do Iraque), barbaramente assassinado em 3 de junho de 2007, aos 37 anos de idade.

Foi dedicado ao mártir caldeu o livro “Um sacerdote católico no Estado islâmico”, escrito por Pe. Rebwar Audish Basa, amigo e coirmão de Pe. Ganni, com o prefácio do próprio Cardeal Filoni.

“Conheci Pe. Ganni no Iraque, durante meu mandato de núncio apostólico naquele país – escreve o purpurado. Encontrei-o em Bagdá e depois em Mosul. Impressionou-me sua vivacidade e seu entusiasmo sacerdotal, apesar das dificuldades destes tempos.”

De fato, observa o prefeito de Propaganda Fide, “desde a queda do regime de Saddam Hussein, toda a população parece passar pela grande tribulação: guerra, explosões, atentados, saques, assassinados e extorsões”.

“Os cristãos no Iraque tornaram-se o alvo preferido de fanáticos islâmicos e de criminosos; primeiro Bagdá, depois Mosul, tornaram-se centros de violências sistemáticas”, acrescenta.

Ainda no prefácio, o Cardeal Filoni recorda também o Arcebispo Faraj Rahho, assassinado em Mosul em 12 de março de 2008: ambos foram uma oblação do povo de Deus para o próprio Cristo.

Obrigado Pe. Ganni, conclui o purpurado, “obrigado por ter-nos ensinado a viver como sacerdotes corajosos, que amam o próprio ministério, fiéis a Cristo, servidores do Povo de Deus. A Igreja tem a honra de tê-lo como Filho devoto e o vê parte daquela eleita fileira de mártires que ninguém pode contar e da qual fala o Livro do Apocalipse”.

Durante uma visita à Planície de Nínive (Iraque) em março passado, uma delegação de “Ajuda à Igreja que Sofre” – propugnadora do livro sobre Pe. Ganni – encontrou na igreja de Saint-Adday, em Karamles, a lápide do sacerdote caldeu quebrada em várias partes por obra das milícias do autodenominado Estado Islâmico, providenciando reconstituí-la. (RL-Sir)

Fonte: Rádio Vaticano