Estatuto Social

Papa reza pelas vítimas de calamidades naturais: 300 mortos em Serra Leoa

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Cidade do Vaticano (RV) – Após rezar o Angelus na Solenidade da Assunção na Praça São Pedro, o Papa Francisco confiou a Maria “as ansiedades e as dores das populações que em tantas partes do mundo sofrem por causa das calamidades naturais, de tensões sociais ou de conflitos.

Que a nossa Mãe Celeste – pediu o Papa - obtenha para todos consolação e um futuro de serenidade e de concórdia!”.

De fato, em diversas partes do mundo populações inteiras vivem o flagelo das inundações e tragédias naturais. Na China e na Índia os mortos são mais de cem. O mau tempo também provocou vítimas nas Filipinas, em Bangladesh e Nepal.

Mas em especial a capital de Serra Leoa, Freetown, foi atingida na noite de segunda-feira por uma torrente de água e lama que provocou a morte de 300 pessoas, entre elas 60 crianças.

As fortes chuvas que atingiram aquele País da África Ocidental literalmente derrubaram a colina da capital, engolindo as casas e os seus habitantes.

A TV estatal interrompeu a programação difundindo imagens apocalípticas com homens e mulheres escavando na lama para encontrar os seus parentes, enquanto a cidade se parece com um cemitério a céu aberto.

“É provável que centenas de pessoas estejam enterradas por baixo dos escombros", disse o vice-presidente da Serra Leoa Victor Foh. "Perdemos tudo e temos um lugar para dormir", disse aos órgãos de informação uma mulher desconsolada, que conseguiu pôr-se juntamente com o marido e os três filhos subindo no telhado, antes que a sua casa fosse submergida pela água.

Muitos culpam o descaso humano: a tragédia teria sido causada pelo desmatamento e pela construção de casas em ribanceiras e outros locais inapropriados.

Freetown, uma cidade costeira com 1,2 milhões de habitantes, é regularmente afetada por inundações durante os meses de chuva, que destroem assentamentos improvisados, e o contato com a água contaminada de esgotos sem tratamento causa a propagação de doenças, como a cólera. Além disso, muitas das áreas mais pobres estão perto do nível do mar e têm um sistema de drenagem deficiente, e assim o efeito das inundações é ainda mais devastador.

As inundações são apenas uma das chagas que afligem a Serra Leoa: em 2014 o País foi um dos mais atingidos pelo vírus Ebola na África Ocidental, e que custou a vida a mais de quatro mil pessoas. Um desastre que ajudou a afundar uma economia entre as mais frágeis do mundo, onde cerca de sessenta por cento da população vive abaixo da linha de pobreza, segundo as estimativas das Nações Unidas. (JE/BS)

Fonte: Rádio Vaticano.