Estatuto Social

Santa Sé: diálogo na Rep. Centro-Africana e combate ao tráfico de pessoas

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Nova York (RV) - A urgência do diálogo em busca do alcance da paz na República Centro-Africana e a necessidade de um esforço coletivo para contrastar o tráfico de seres humanos, o trabalho forçado e as escravidões modernas.

Esses foram os pontos nodais de dois pronunciamentos, esta terça-feira (19/09), do secretário das Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher, na sede da Onu, em Nova York, onde está se realizando a 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

A visita pastoral do Papa Francisco a Bangui em novembro de 2015 foi pano de fundo para o dúplice apelo do prelado, de um lado, à comunidade internacional a fim de que  favoreça e apoie o desenvolvimento democrático do país, e, de outro lado, ao governo centro-africano a fim de que tutele “o estado de direito, combata a corrupção e garanta o acesso e a assistência à saúde e educação para todos sem discriminações” de raça, credo religioso ou estratificação social.

“Diálogo” é a palavra chave. Segundo o arcebispo inglês para obter resultados profícuos são necessários: “um cessar-fogo entre as partes; o desarmamento de grupos armados e a reinserção de seus membros na comunidade civil; assegurar a justiça para as vítimas dos ataques atrozes à população inerme, o retorno dos refugiados – sejam eles cristãos ou muçulmanos – a uma vida serena em sua terra”.

Quanto às outras confissões religiosas, “a Igreja católica buscará em relação a elas aquilo que une, ao tempo em que se oporá àquilo que causa divisão ou contendas, porque a busca da paz está acima de qualquer outro bem”, disse o prelado.

As palavras de apreço que o representante vaticano dirigiu à MINUSCA – a missão de paz da Onu em Bangui – pelo trabalho realizado foram também ocasião para exortá-la à prioritária proteção da segurança dos mais vulneráveis, especialmente crianças e mulheres. Por conseguinte, o aumento do número de efetivos de forças de paz e a reorganização de suas operações são fundamentais.

O secretário das Relações com os Estados pediu que se tutele a dignidade dos mais fracos a fim de que estejam “livres de agressões armadas e de toda forma de abuso ou humilhação que possa degradar a dignidade destes”.

A dignidade humana esteve no centro também da declaração do prelado sobre o tráfico de pessoas. Para contrastá-lo, disse, é urgente a “promoção de instrumentos jurídicos eficazes” junto a “uma concreta colaboração em múltiplos níveis por parte de todos os grupos em questão”.

Já em 1965 – recordou – a Santa Sé condenou firmemente como infames a escravidão, a prostituição, a venda de mulheres e crianças e todos aqueles casos em que as pessoas são privadas de sua liberdade e tratadas como mercadoria”.

A erradicação do tráficos de seres humanos encontra-se também entre as principais preocupações do Pontificado do Papa Francisco, frisou Dom Gallagher. A esse propósito foram mencionados os vários exemplos de parcerias existentes entre a Igreja Católica e outras instituições, em particular o Grupo Santa Marta.

O desafio é grande e requer a colaboração de todos numa ótica de fraternidade e solidariedade. O secretário das Relações com os Estados reconheceu isso concluindo em seguida: “devemos responder às dezenas de milhões de vítimas, que nos olham com desesperada esperança por sua emancipação e o retorno a uma vida de dignidade e liberdade”. (RL/PO)

Fonte: Rádio Vaticano