Estatuto Social

CARTA MENSAL- JANEIRO DE 2007

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Carta MCC Brasil – Jan/2007 – 1999/2007 – nro. 89  “Mas quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor pela humanidade, ele nos salvou, não por causa dos atos de justiça que tivéssemos praticado, mas por sua misericórdia, mediante o banho de regeneração e da renovação no Espírito Santo” (Tt 3,4-5).  

Meus muito amados leitores e leitoras: 

No alvorecer de um novo ano e em todos os seus dias, estejam com todos vocês a graça e a paz do Príncipe da Paz, Nosso Senhor Jesus Cristo!

Tendo já agradecido a Deus, o Doador de todos os dons, pelo ano que passou e por tudo o que pudemos com sua graça realizar; tendo suplicado o seu perdão pelas omissões e faltas cometidas no decorrer de seus dias não só as pessoais como as de toda a nossa sociedade, cada vez mais distante de Deus, todos nós, com certeza, estamos alimentando no coração a esperança de tempos melhores iluminados pela paz, pela justiça, pela fraternidade, pela solidariedade e pelo perdão anunciados pela palavra e pelo testemunho de Jesus.  

Desejando colaborar com este objetivo, ainda que nos limites de meus recursos de modesto evangelizador, mas contando com as forças que Deus ainda se dignar conceder-me, pretendo estar com vocês, queridos leitores e leitoras, todos os meses do ano de 2007, através destas cartas, sendo esta já a de número 89! Como temas de reflexão para este primeiro mês do ano, permitam-me propor-lhes três pontos:

1. Um novo ano. Iniciar um tempo novo não é somente virar mais uma página do tempo ou inaugurar a primeira folha de uma nova agenda.  Para um seguidor de Jesus Cristo que “é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8), é isso e muito mais. Iluminado pela fé, ele traça um novo projeto de vida. Um projeto que supõe renovação, esforço perseverante para mudança da mentalidade (conversão), revisão radical dos critérios que levam à prática dos valores que tecem a sua vida, “jogando fora o velho fermento, para que sejais uma massa nova... assim, celebremos as festa (2007!) não com o velho fermento nem com o fermento da maldade ou da iniqüidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade” (Co 5, 7.8). Lembremos que não bastam somente as boas intenções ou os costumeiros bons propósitos. A vida do discípulo é sempre um corajoso recomeçar, cada dia tomando a sua cruz e seguindo as pegadas do Mestre (cf Mc 8, 34), jamais tendo medo do novo. Portanto, nenhum momento é mais oportuno do que este para invocarmos, com toda a confiança, o Divino Espírito Santo: “Vinde, Espírito Santo...e renovarás a face da terra...”, alimentando a certeza da promessa do nosso Deus no livro do Apocalipse: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5).  

2. Epifania do Senhor Jesus. Com toda a Igreja, celebramos essa festa no dia 6 de janeiro (neste ano, no dia 7, por ser domingo). “Epifania” é uma palavra grega que significa “auto-apresentação”. Nos tempos antigos referia-se à chegada de um personagem importante, rei ou imperador. Servia também para indicar o aparecimento ou manifestação de uma divindade. Para nós, é a manifestação de Jesus Salvador à humanidade, nas pessoas dos três Reis Magos que vieram de longe para adorar o Messias e, certamente, levaram a Boa Noticia para suas terras longínquas. Foram, assim, os primeiros missionários. Jesus continua a manifestar-se hoje. Faz-se presente na história e em cada um de nós. Nossa responsabilidade está em recebê-lo e ser dEle anunciadores aos homens e mulheres de nosso tempo. Nós, da América Latina e, especialmente do Brasil, somos privilegiados por Deus, pois aqui se realizará, em maio deste ano, em Aparecida, e com a presença inaugural do próprio Papa Bento XVI, a Quinta Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe (CELAM), cujo lema recolhe o verdadeiro espírito de uma nova manifestação de Jesus, de uma nova “epifania”: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nEle nossos povos tenham vida”. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Todos somos chamados a assumir, como o fizeram os Magos, a nossa vocação de discípulos e missionários, mostrando ao mundo, através da nossa fé e do nosso testemunho, a pessoa de Jesus, Salvador e Libertador da humanidade. Aliás, o Projeto Nacional de Evangelização da nossa Igreja no Brasil, já acentua aquele desejo inscrito no coração de todos ainda que não o percebam: “Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida”. Neste ano, vamos mostrá-lo ao mundo com o nosso testemunho de vida e com a nossa palavra? Como o fizeram os Magos com seus presentes, vamos dar este grande presente a Jesus?

3. A maternidade de Maria – é a primeira festa da Mãe de Deus celebrada logo depois do Natal, precisamente no dia 1 de janeiro. Maria acolheu no seu seio a ternura de Deus, a paixão de Deus por suas criaturas e, pela palavra de Jesus na cruz, tornou-se, ela mesma, a Mãe de toda a humanidade. Ao manifestar ao mundo, por sua maternidade divina, a grande promessa feita pelo Pai ainda no paraíso terrestre, Maria encarna a misericórdia, o amor e a própria ternura de um Deus que “se fez carne e veio armar a sua tenda no meio de nós” (Jo 1,14).  Ao invocá-la como Mãe de Deus, da Igreja e nossa, podemos repetir a oração da missa desta solenidade: “Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a suas intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida”.  

Um abraço muito carinhoso e que a todos Deus cumule com  suas bênçãos neste ano que começa!                              

Pe. José Gilberto Beraldo

Assessor Eclesiástico Nacional MCC do Brasil

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