Estatuto Social

Carta Mensal - Abril 2009

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Carta MCC Brasil – Abr/2009 (116ª.)

“Pelo batismo fomos sepultados com ele na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. Pois, se fomos, de certo modo, identificados a ele por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição” (Rm 6,4-5).   Amados irmãos e irmãs no Senhor Jesus Ressuscitado:Sejam intensas como a luz da Ressurreição e duradouras como a Vida eterna as alegrias pascais no coração e na vida de cada um e de cada uma de vocês! Antes de chegar à glória da Páscoa da Ressurreição, tempo que, com intensa alegria, já começamos a celebrar no inicio deste mês de abril, a caminhada de Jesus passou pelo sofrimento, pela paixão, pela cruz e pela morte. Esse também é o itinerário do seguidor de Jesus: uma caminhada “quaresmal” que dura a vida toda: “Se alguém que vir após  mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Por outro lado, crer no Filho de Deus e, portanto, com Ele assumir a cruz de cada dia, é garantia de vida e ressurreição: “Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,40). Reflitamos, então, brevemente sobre esses dois momentos-chave da vida do nosso Mestre e, consequentemente,  da nossa vida de discípulos.  1.                  Sofrimento, cruz e morte – Por mais que imaginemos, jamais conseguiremos dimensionar o peso da cruz d’Aquele que tomou sobre os seus ombros os pecados de toda a humanidade. E ai está a diferença entre o peso material, físico, de uma cruz e o seu peso moral, incomensurável, incalculável para as limitações humanas. Pois se trata de todos os pecados e fraquezas de toda a humanidade desde os seus inícios até o fim dos tempos.   Mas, e o nosso sofrimento, a nossa cruz, a nossa morte? Por acaso poderemos compará-los com os de Jesus? Certamente que não. Mas, como diz São Paulo, “pelo batismo fomos sepultados com ele na morte”. Morte que, para nós, são os males que nos afligem - quer os de ordem física, como as enfermidades ou os de ordem psicológica, moral ou espiritual e moral. Num ou em muitos casos, ou na maioria deles, tais sofrimentos são provenientes tanto de nossas limitações e fraquezas como seres humanos – por exemplo, veja no Evangelho de Mateus, cap.5,18-20, o que diz Jesus a respeito da impureza que sai do coração -, como são conseqüências de uma sociedade caracterizada, hoje, pelo egoísmo, pela injustiça, pela violência, pela insegurança, em fim, por uma sociedade e uma cultura cada dia mais distantes do projeto de salvação manifestado por Deus. Tudo isso é cruz e que termina na morte física, espiritual, moral ou psicológica. Nessa situação de “morte”, de “cruz”, de sofrimento, que sentimentos deveriam nos animar e que ações concretas vivenciar para mais nos assemelharmos a Jesus, o Servo Sofredor, mas ressuscitado?   2.Ressurreição e vida:  São Paulo lembra ao seguidor de Jesus que para viver desde agora uma “vida nova”  é necessário “ser sepultado com ele na morte”.  Portanto, temos que criar em nós mesmos a certeza de que: a) a cruz e o sofrimento nos aproximam da cruz e do sofrimento de Cristo. Melhor, nos identificam com Ele de tal modo que, como Ele, podemos oferecê-los, generosa e solidariamente, para a redenção do mundo, hoje; b) não se trata, simplesmente, - como, talvez nos tenham ensinado desde nossa infância  – de “conformar-se com a vontade de Deus” ou de “sofrer para ganhar o céu” padecendo sofrimentos e carregando cruzes, mas se trata de assumi-los e abraçá-los com alegria e generosidade para mais intimamente nos unir a Jesus com a firme esperança de que com Ele haveremos de ressuscitar: “Pois, se fomos, de certo modo, identificados com ele por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição” (Rm 6,5).  Mas, ao mesmo tempo em que, como discípulos seguidores de Jesus, antecipamos o gozo com a perspectiva da nossa ressurreição, não podemos nos esquecer de que, como seus missionários, devemos trabalhar da mesma forma e com a mesma dedicação, pela “ressurreição” do mundo, da sociedade, da cultura, das pessoas de nossos semelhantes, homens e mulheres e “para  iluminar os que estão nas trevas, na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz” (Lc 1,79). È necessário, portanto que, com coragem e determinação, manifestemos comunhão e solidariedade com os membros sofredores do povo de Deus para anunciar-lhes a ressurreição para uma vida nova e; que, assim, testemunhemos à sociedade aqueles “novos céus e uma nova terra” visualizados por João Evangelista (Ap 21,1), pela prática efetiva e comprometida da justiça, da solidariedade, da fraternidade e do perdão incondicional. Então, sim, a sociedade humana será justa e solidária; será uma sociedade que se vai transfigurando, nos limites do tempo e do espaço, em imagem visível do Reino de Deus. Será, em fim, uma sociedade de filhos e filhas de Deus; uma “sociedade pascal”.  Para todos vocês, leitores e leitoras, irmãs e irmãs muito amados, como expressão de meus votos de uma santa e feliz Páscoa da Ressurreição e de uma intensa vivência de um alegre tempo pascal, sugiro que gravemos na mente e no coração a palavra de São Paulo citada no início: “Pois, se fomos, de certo modo, identificados a ele por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição”!  Meu abraço fraterno do irmão e companheiro de jornada pascal, 

Pe.José Gilberto Beraldo
Assessor Nacional MCC
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