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Carta MCC Brasil Nov – 2014 (183ª.)

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               MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE DO BRASIL

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Carta MCC Brasil Nov - 2014 (183ª.)

“Jesus dizia também às multidões:

“Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece.

 Quando sentis soprar o vento sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece.

Hipócritas! Sabeis avaliar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis avaliar o tempo presente?

Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?" (Lc 12, 54-57).

 

Muito amados irmãos e irmãs: desejo que todos possamos estar atentos e abertos aos “sinais dos tempos" para podermos discernir o que é “justo" segundo o Espírito de Deus!

 

Durante todo este ano, desde o mês de janeiro, ainda que dentro de nossas limitações, tratamos de tecer alguns comentários sobre a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium - A Alegria do Evangelho - do papa Francisco, escrita no fim de novembro de 2014, que pudessem, de alguma forma, ajudar tanto o MCC quanto os demais leitores, num processo de atualização pastoral. Não há dúvida de que uma forte motivação para esta atualização é poder invocar a palavra de Jesus sobre o que o Concílio Vaticano II chama de “sinais dos tempos".  Por isso, grande foi nossa alegria quando o GEN tomou a decisão de dedicar a reflexão motivadora da 42ª. Assembleia Nacional do MCC ((16-19/10/2014) ao mesmo tema, tendo como convidado especial o senhor bispo D. Guilherme Antonio Werlang.

 

O Documento Final da mesma Assembleia traz uma referência que julgo oportuno transcrever aqui:

“Ao refletir sobre as estruturas do MCC, criadas para que, em sua práxis, ele seja um Movimento Evangelizador de ambientes, reconheceram:

—  Que nem sempre os serviços desempenhados pelos responsáveis que integram essas estruturas foram de fato um ministério.

—  Que, sempre que esses responsáveis se afastaram dessas estruturas, deram lugar a distorções e ao protagonismo daqueles que procuram conduzir o MCC por caminhos que não se coadunam com seu carisma.

Para discernir essas realidades, foram iluminados pela exposição de D. Guilherme Antonio Werlang acerca do “cristianismo, do MCC e da Igreja com o papa Francisco". Fundamental para esse discernimento foi:

—  Entender que o papa Francisco é um pastor tão próximo às ovelhas que ‘elas o conhecem e são por ele conhecidas’.

—  Perceber que, para compreender a profundidade da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, é imperativo conhecer “para quem o papa Francisco aponta; a quem ele segue, a quem ele anuncia".

—  Assimilar a novidade trazida por um Papa que é fruto do Concílio Vaticano II e que quer renovar a Igreja a partir do conteúdo do mesmo Concílio.

Diante desse discernimento - e para que o MCC seja instrumento de evangelização dos homens e mulheres contemporâneos que estão nas periferias existenciais - entenderam necessário escolher uma prioridade de ação: a missionariedade: fundamentada na compreensão, no estudo e na aplicação da Evangelii Gaudium, nos três tempos do MCC - PRÉ, CUR e PÓS - transformando-o em instrumento evangelizador de uma ‘Igreja em saída’."

 

Diante dessas considerações e da urgência de que o MCC - bem como outras Comunidades Eclesiais e Movimentos - tomem atitudes coerentes e concretas, não há como não voltar a algumas citações da EG, ainda que sobre elas já tenhamos refletido em Cartas anteriores.

1. Um anúncio renovado (EG 11). A Palavra de Deus, sempre antiga e sempre nova, ela mesma proporciona “aos crentes, mesmo tíbios ou que não praticavam" diz a EG, “uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora". Cristo Jesus está no centro e na mais autêntica motivação para uma revisão evangelizadora: Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. Ele torna os seus fiéis sempre novos; ainda que sejam idosos, «renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 31). Cristo é a «Boa Nova de valor eterno» (Ap 14, 6), sendo «o mesmo ontem, hoje e pelos séculos» (Heb 13, 8), mas a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade". E assim se encerra o parágrafo: “Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual. Na realidade, toda a ação evangelizadora autêntica é sempre nova’".

2. Abandonar o critério da mesmice (EG 33). É urgente abandonar o medo de encarar novas realidades e uma cultura cambiante a cada dia. Ouçamos a voz do Pastor: “A pastoral em chave missionária exige o abandono desse cômodo critério pastoral: «fez-se sempre assim». Convido todos a serem ousados e criativos nessa tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades. Uma identificação dos fins, sem uma condigna busca comunitária dos meios para alcança-los, está condenada a traduzir-se em mera fantasia. A todos exorto a aplicarem, com generosidade e coragem, as orientações deste documento, sem impedimentos nem receios. Importante é não caminhar sozinho, mas ter sempre em conta os irmãos e, de modo especial, a guia dos Bispos, num discernimento pastoral sábio e realista".

3. Responsabilidade comum no discernimento da realidade (EG 51). Todos os seguidores de Jesus, chamados e enviados a anunciar a Boa Nova sabendo discernir os “sinais dos tempos": “... animo todas as comunidades a «uma capacidade sempre vigilante de estudar os sinais dos tempos». Trata-se duma responsabilidade grave, pois algumas realidades hodiernas, se não encontrarem boas soluções, podem desencadear processos de desumanização tais que será difícil depois retroceder. É preciso esclarecer o que pode ser um fruto do Reino e também o que atenta contra o projeto de Deus. Isso implica não só reconhecer e interpretar as moções do espírito bom e do espírito mau, mas também - e aqui está o ponto decisivo - escolher as do espírito bom e rejeitar as do espírito mau". E prossegue: “... Nesta Exortação, pretendo debruçar-me, brevemente e numa perspectiva pastoral, apenas sobre alguns aspectos da realidade que podem deter ou enfraquecer os dinamismos de renovação missionária da Igreja, seja porque afetam a vida e a dignidade do povo de Deus, seja porque incidem sobre os sujeitos que mais diretamente participam nas instituições eclesiais e nas tarefas de evangelização."

Caríssimos: temos ai abundante matéria para revisão, reflexão e motivação para uma mudança de mentalidade pessoal ou comunitária (Movimentos, Comunidades, etc.) a respeito da evangelização para os tempos de hoje. Estejamos abertos e disponíveis à inspiração e à ação do Espírito Santo!

Fica meu abraço fraterno e a garantia de minha oração pelas intenções de todos! 

 

Pe. José Gilberto BERALDO

Equipe Sacerdotal Grupo Executivo Nacional

MCC Brasil