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2015 - XV Encontro Interamericano do MCC - Documento Final

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GRUPO LATINO-AMERICANO DO MOVIMENTO

DE CURSIHOS DE CRISTANDADE – GLCC

Venezuela

XV ENCONTRO INTERAMERICANO DO MCC

Caracas, Venezuela, 10 a 13 de novembro de 2015.

DOCUMENTO FINAL

Reunidos no XV Encontro Interamericano do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC), os seguintes países-membros do Grupo Latino-americano de Cursilhos de Cristandade (GLCC) – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela – convocados sob o enfoque da unidade e da comunhão do MCC na América Latina e no Caribe, num clima de fraternidade, oração e alegria, partilhamos nossas experiências e inquietudes à luz terceira edição de Ideias Fundamentais do Movimento de Cursilhos de Cristandade (IFMCC3) e dos Estatutos do Organismo Mundial dos Cursilhos de Cristandade (OMCC) aprovados pelo Pontifício Conselho para os Leigos (PCL).

Depois de iluminados pelas apresentações de:

—  Álvaro Martínez Moreno (Espanha)

—  Alberto Stang (Argentina)

—  Leandro Hernández e Mario González Casado (Venezuela)

Refletimos sobre nosso carisma e finalidade, chegando às conclusões que seguem:

1.    Novidades e desafios de IFMCC

Constatamos que o livro IFMCC3:

  • —  Apresenta um texto, fácil, simples, acessível e prático que nos permite fomentar a comunhão e a unidade entre os integrantes do MCC.
  • —  Continua refletindo a essência das Ideias Fundamentais do MCC.
  • —  Reafirma que o carisma, como dom do Espírito Santo, é essencial e conserva a identidade própria do MCC, não muda e configura sua mentalidade como movimento eclesial, mediante um método querigmático e próprio.
  • —  É um marco de referência para o MCC que conduz, também, à unidade e à comunhão.

2.    Comunhão eclesial à luz da terceira edição de IFMCC

  • —  Estamos conscientes de que a evangelização supõe uma experiência de comunhão que deve-se fazer presente no pré-cursilho, no cursilho e no pós-cursilho.
  • —  Ser discípulos missionários supõe um seguimento e uma formação e isso, por sua vez, realiza-se através de um Encontro com Jesus Cristo que nos leva à uma conversão ou metanoia.
  • —  A comunhão é missionária e a missão, por sua vez, é comunhão entre leigos, sacerdotes, religiosos (as) que, através de sua vocação, contribuem para que se atinja a finalidade do MCC.
  • —  A comunhão provocada pelo Espírito Santo na Igreja não é uniformidade, e sim unidade dos diversos carismas.
  • —  Sem sombra de dúvida, a fermentação evangélica dos ambientes supõe e exige uma experiência de comunhão.
  • —  A missão é evangelizar, centrada no querigma, em comunhão com a Igreja diocesana e universal.

3.    Reconhecimento da Comunhão na Fé

  • —  A experiência da comunhão exige um processo de amadurecimento humano-cristão.
  • —  A comunhão cristã está baseada em vínculos de fé.
  • —  O responsável tem que refletir unidade; essa unidade se manifesta na comunhão; a comunhão supõe uma adesão a Cristo pela fé e pelo batismo, que nos chama, capacita, respeita nossa liberdade e nos pede contas.

4.    Novos desafios para o responsável do MCC ao viver a comunhão com o pensamento do Papa Francisco

  • —  O carisma foi explicado em IFMCC3, por isso sua promoção e seu estudo são inadiáveis.
  • —  Ao viver nosso carisma como movimento eclesial e em comunhão com o pensamento do Papa Francisco, fazemos nossas suas palavras: “Olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão e o futuro com esperança”.
  • —  Nosso Movimento assume a fidelidade ao carisma original e a necessária renovação que o Espírito de Deus inspira, de maneira equilibrada, segundo a necessidade dos homens e mulheres do nosso tempo.
  • —  O testemunho na amizade como condição necessária na evangelização de nosso Movimento.

DESAFIOS

  • —  Promover a difusão e aplicação adequada de IFMCC3
  • —  Diante da apatia de homens e mulheres afastados de Deus, devemos preservar a fidelidade à finalidade do MCC, saindo em direção às estruturas sociais, em busca dos afastados.
  • —  Fomentar uma espiritualidade para nos identificar com Cristo.
  • —  Propiciar a formação de responsáveis no conhecimento do carisma do MCC para a missão.
  • —  Nos tempos em que vivemos, temos que dar respostas com fidelidade, de maneira criativa e não estática diante das exigências do homem e da mulher de hoje.
  • —  Aprofundar a espiritualidade de comunhão.
  • —  Trabalhar para que as estruturas de serviço no MCC sejam bem constituídas.
  • —  Fazer nossas as palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho: “Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o temor de nos encerramos em estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos tornam juizes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta” (EG 49)

CONVIDADOS ESPECIAIS

Tivemos a graça de contar com a participação dos seguintes convidados especiais:

  • —  S.E. Jorge Cardenal Urosa, Arcebispo de Caracas
  • —  Mons. Aldo Giordano, Nuncio Apostólico en Venezuela
  • —  Mons. Luis Armando Tineo, Bispo de Carora e Presidente da Comissão de Leigos e Ministérios da Conferência Episcopal Venezuelana
  • —  Pe. José Gilberto Beraldo, Ex-assessor do OMCC
  • —  Pe. Jorge Farfán, Ex-assessor do GLCC
  • —  Francisco Salvador, Presidente do OMCC
  • —  Álvaro Martínez Moreno, Presidente do GECC
  • —  Mario González Casado, Membro do Comité de Redação de IFMCC3
  • —  Alberto Stang, Ex-presidente do GLCC
  • —  Rocío Ramírez Múnera, Ex-presidente do GLCC

os quais, com suas diferentes perspectivas, nos animaram a continuar no compromisso de renovação do MCC.

ACORDOS

  1. Celebração do XVI Encontro Interamericano do MCC no Chile, no ano de 2017.
  2. Encontro de Assessores e Diretores Espirituais do MCC no México, em data a definir, no ano de 2016.
  3. Reuniões por Grupos Regionais:
    • —América Central e Caribe, em Santo Domingo, no primeiro semestre de 2016.
    • Grupo Bolivariano, no Peru, no segundo semestre de 2016.
    • Cone sul, no Paraguai, em outubro de 2016.
  4. Ao voltar a propor a problemática já tratada no Encontro Regional dos países Norte, Centro e Caribe, em 2010, e no XIV Encontro Interamericano em Bogotá, 2013, sobre a intromissão de alguns dirigentes de fora que incursionam por distintos países, sem o consentimento dos Secretariados Nacionais, aprovou-se uma moção ratificando o que já resultou nesses Encontros. Esses documentos vão anexos a o presente Documento Final.

CONCLUSÃO:

Ao chegar ao fim do nosso XV Encontro Interamericano do MCC, agradecemos a Deus Sua assistência iminente através do Espírito Santo e a agradável companhia da Virgem, sob a invocação de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira do povo venezuelano, por seu auxílio nos trabalhos realizados durante essa jornada.

Comprometemo-nos a continuar trabalhando em favor da comunhão de nosso Movimento, convertendo-nos em testemunhas de unidade em nossos países e no Grupo que nos reúne.

Os presidentes dos Secretariados Nacionais abaixo-assinados manifestamos nossa aprovação do Documento Final de Caracas.

De Colores!